Música

domingo, 8 de setembro de 2013

Conto - Ciúme Psicótico

Conto: Ciúme Psicótico.
Autor(a:): Desconhecido.
 Você também pode mandar seu conto para o e-mail: sr.fofo@hotmail.com

Ciúme Psicótico

Ela estava no trabalho. Eu podia vê-la de onde eu estava. Eu passara o dia todo ali, desde o inicio do seu expediente. Vi ela chegar com o seu novo namorado, vi ela beijá-lo e o amaldiçoei por isso. Ela entrou e ficou atrás de seu computador. Eu aposto que ela ficou falando com aquele verme o dia todo. Acendi um cigarro e fiquei esperando o tempo passar.


Chegou à hora do almoço, ela saiu para algum restaurante. Eu até sabia qual. Alguns hábitos não mudam... Ela gostava de ir a um lugar que servia peixe. Ela e seus malditos vícios gastronômicos. Liguei o carro e a segui discretamente e sim, lá ia ela para o mesmo restaurante comer peixe.


Ela era totalmente o oposto de mim, tinha hábitos saudáveis, gostava de fazer caminhadas e não bebia. Tinha cabelos loiros e ondulados que chegavam perto de sua cintura. Olhos incrivelmente azuis. Lábios carnudos e sempre pintados de um rosa delicado. Uma verdadeira deusa.


Mas a deusa havia me chutado há pelo menos dois meses. Me trocado por um playboy metido a jogador de futebol, com o seu maldito carro do ano e suas roupas de marca. Um típico filho de magnata filho da puta. Eu queria apertar o pescoço daquele almofadinha até eu sentir as suas vértebras. Ela alegava que eu era um bruto insensível e que ela não sabia o que tinha na cabeça quando aceitou namorar comigo. Mas no fundo eu sabia que ela me amava e sempre ia me amar. O tanto quanto eu gostava dela. Eu a amava mais que tudo nessa vida.


Acendi mais um cigarro e fui abrir uma lata de cerveja. Observando tudo ao meu redor. Eu dirigia um Opala 92. Preto. Que ela detestava por sinal. Que tipo de mulher não gosta de Opalas? Mas ela eu perdoava, afinal ela era meu anjinho.


Ela demorou exatamente 43 minutos dentro daquela porra de restaurante. Sai divinamente bela e foi indo em direção ao seu trabalho. De longe eu a observava. O telefone tocou. Eu podia vê-la dando sorrisinhos e ficando corada. Eu podia apostar que era aquele filho da puta ligando para minha menina. Mas eu esperei.


Ela retornou ao trabalho, e eu estacionei o Opala por perto. Eu sabia que no fim do dia ela iria embora sozinha, afinal era terça e o namoradinho dela tinha faculdade. O tempo se arrastou. No meio da tarde eu liguei para o escritório, pude ouvir sua voz doce, mas desliguei.


Tic tac. Tic tac.


As 19h se aproximavam. O céu estava escuro indicando chuva. Todos já haviam saído do escritório onde ela trabalhava. Um a um eu fiquei vigiando até eles desaparecem na escuridão. Um deles veio e abraçou a minha menina e disse um até amanhã bem meloso. Esse eu vou deixar pra pegar depois. Ela vestia uma calça justa e um tênis qualquer, vestia o uniforme da empresa e mesmo assim continuava linda.

Esperei ela fechar as janelas. Apagar as luzes e os computadores. Vi ela se dirigindo a frente do escritório. Vi ela tirar a chave do molho. Ela fechou a porta e eu pude ouvir a chave girar. Pude ouvir até seu coração batendo em ritmo normal.


Tirei a seringa que tinha certa dose algo que a faria ficar calma e fiquei escondido atrás de uns arbustos que circundavam a frente do trabalho dela. Contei seus passos. Ela abriu a bolsa para procurar algo, talvez o celular. Então eu abracei. Ela se assustou e fez uma expressão que demonstrava terror:


-Me solta! – ela gritou.


Mas eu tampei seus lábios com um beijo e apliquei a seringa toda em suas costas. Assim que se sossega uma leoa furiosa. Vi seus olhos azuis se apagarem de medo e quando ela acordasse, ela saberia que eu a amo. E ela ficaria somente comigo, e com mais ninguém...



--Roberta H.

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