Música

domingo, 15 de setembro de 2013

Conto - Casa Mal Assombrada

Conto: Casa Mal Assombrada.

Autor(a:): Desconhecido.
 Você também pode mandar seu conto para o e-mail: sr.fofo@hotmail.com

Casa Mal Assombrada



Eram duas e meia da manhã quando Diego, Thiago e Ricardo andavam pelas calçadas sujas de sua cidade. Estavam vagando a mais três horas sem nada pra fazer, Diego odiava fazer isso, preferia estar em casa assistindo TV e comendo, mas sempre acompanhava os amigos porque não gostava de ficar sozinho. Chegaram à antiga estação de trem da cidade que já desativada havia muitos anos.


- Vamos embora daqui, eu odeio esse lugar – pediu Diego tentando não parecer aterrorizado.

- Deixe de ser medroso – respondeu Ricardo. – Vamos até a casa abandona da colina e dar uma olhada, estou precisando de uma aventura. – completou ele com a voz excitada.


Thiago riu e começou a andar em direção a casa, os outros dois o seguiram. Chegaram ao portão de entrada e olharam aquela imensa construção, era linda e tenebrosa ao mesmo tempo. Os três jamais viram alguém morando naquele lugar, o dono da propriedade a trancou a mais de cinquenta anos e não voltou mais, nunca vendeu ou alugou. Os moradores da região até evitavam passar perto com medo, diziam que o lugar era assombrado.


Anos atrás o filho do prefeito daquela cidade estava se casando com uma moça que morava ali. No dia do casamento, a melhor amiga da noiva a levou para a casa do prefeito dizendo que queria mostrar-lhe algo. Chegando lá elas sobem até o quarto onde o noivo dormia e o encontram na cama com outra mulher. Em um momento de desespero a noiva desce até a cozinha pega uma faca e mata o noivo e a amante. Momentos depois, ela não conteve a agonia e enfiou a faca em seu coração. Supostamente os fantasmas dos três ficaram na casa onde diz à lenda que o fantasma da noiva tortura os outros dois.



Ricardo foi o primeiro a entrar, pulou o portão e foi em direção a casa. Olhou para trás e viu os outros dois pulando também e continuou até chegar à porta. Diego ficou parado no meio do caminho


- Eu não entro ai, estou sentindo mal, alguma coisa me diz que agente deveria ir embora. – disse o rapaz com voz trêmula.


Os outros dois não deram importância. Voltaram-se para casa e olharam pela janela. Eles se espantaram porque podiam ver muito bem o que tinha dentro da casa somente com a iluminação da lua que entrava pelas janelas. A sala de entrada era enorme e toda a mobília parecia estar lá, porem coberta com lençóis.


- Opa, a porta da frente esta aberta. – Disse Thiago já abrindo a porta.



Os dois entraram, o lugar era lindo, descobriram alguns móveis e viram que estava tudo intacto, parecia que alguém estava cuidando de tudo. Thiago decidiu subir para o próximo andar e ver se achava algo interessante. Ricardo foi ver outro cômodo. Momentos depois Ricardo escuta Thiago descendo as escadas.

- Vamos embora, Diego esta nos esperando lá fora. – Gritou Ricardo para que seu amigo pudesse escutá-lo.

Thiago não respondeu, Ricardo se virou para ir até a saída e deu de cara com alguém, não pode ver quem era porque a luz vinha de trás da pessoa então só via a silhueta. Uma coisa ele tinha certeza, estava vestida de noiva. Seu corpo congelou então ele riu tentando disfarçando o susto.

- Muito boa essa Thiago quase me mata de susto. Vamos embora, já tive muito pra uma noite, esse lugar esta me dando arrepios. – disse Ricardo irritado.

Thiago continuou calado. Ricardo ficou inquieto olhando o suposto amigo e começou a andar em sua direção, a silhueta também se movia ao seu encontro. Algo mudou na visão de Ricardo parecia que a silhueta puxou uma faca de lado e ele começou a ficar preocupado e parou de andar.

- Brincadeira tem limite Thiago. – gritou ele.

A silhueta também parou de andar, a luz da lua iluminou seu rosto e Ricardo gritou. A imagem o aterrorizou e ele se arrependeu de ter entrado na casa. Ali na sua frente estava o fantasma da noiva, seu rosto podre e olhos vazios não expressavam sentimento e mesmo assim ele sentiu que ela o ia matar.

- Thiago! – foi a única coisa que ele conseguiu gritar, pois o terror o mantinha congelado e sem ar.

Thiago desceu as escadas rapidamente, quando viu a cena correu direto pra porta gritando. A porta estava trancada, ele a esmurrava, chutava e puxava, mas ela não abria. Diego estava bem perto, mas parecia que não via ou escutava nada. A noiva não deu muita atenção a ele e continuava a encarar Ricardo que por sua vez correu para ajudar o amigo com a porta.

- Você pensou que iria escapar de mim por toda eternidade querido? – disse o fantasma se aproximando dos dois.

A noiva agarrou Ricardo pelo cabelo e apunhalou no coração. O rapaz ficou agonizando por um tempo enquanto Thiago fazia sua última oração.

- Some daqui você não tem nada a ver com esse traste. – disse a noiva enquanto abria a porta.

- Não, por favor, Thiago – gritou Ricardo.

Thiago se espantou ao ver o espírito de Ricardo sendo segurado pela noiva. Escutou um barulho do outro lado da sala e viu o fantasma de outra mulher que parecia estar sofrendo muito. Lembrou-se da lenda daquela casa e então entendeu que seu amigo era a reencarnação do noivo que de alguma maneira teria escapado da tortura eterna.

Ele correu e levou Diego embora com ele. Contou a história a todos mais ninguém acreditou. O corpo de Ricardo nunca foi encontrado pela policia que vasculhou toda a casa e os arredores. Thiago foi internado em um hospício alguns meses depois, dizia estar sendo assombrado pelos três fantasmas. E quanto a casa, continua lá, sozinha e sombria, talvez esperando sua visita...




--Roberta H.

Nenhum comentário:

Postar um comentário