Do lado de fora da velha casa podia-se ouvir
gritos estridentes de pura dor, os quais ecoavam solitários pela escuridão da
noite, se confundindo apenas com os outros ruídos noturnos característicos da
floresta. Era uma casa em ruínas, completamente afastada da civilização e
escondida no meio de uma mata selvagem e de difícil acesso. E dentro dela, o
desespero, agonia e sofrimento materializavam-se em
forma de horror em seu estado mais absoluto e real.
Um homem jovem, alto e
forte, escondendo sua identidade sob uma máscara, torturava uma também jovem
mulher, amarrada impiedosamente e pendurada pelos braços ao frágil teto da
cabana. Seu corpo estava coberto por sangue e grandes hematomas e feridas eram
facilmente visíveis. Diversos instrumentos eram utilizados para machucar o
corpo da infeliz mulher, desde chicotes a armas cortantes, transformando aquela
cena de ultra violência em um macabro e gratuito espetáculo de pura insanidade.
Passados alguns minutos
de extrema selvageria, digno do instinto maléfico do ser humano, e um pouco
antes da torturada mulher perder os sentidos ou mesmo sua vida se esvair
completamente, um vulto de grande estatura repentinamente apareceu atrás do
agressor e, munido de um machado afiadíssimo, arrancou-lhe a cabeça em um só
golpe, arremessando-a longe e jorrando sangue para todos os lados. O corpo sem
cabeça do agressor estremeceu por breves instantes e desabou violentamente no
chão. A mulher, ainda levemente consciente, conseguiu abrir os olhos com
dificuldade e visualizou seu agressor morto ao chão e antes mesmo de esboçar
alguma pequena reação de alívio, ela olhou para o outro homem que a salvou e
este, com um semblante sarcástico no rosto, enfiou-lhe o machado no centro da
cabeça de cima para baixo com tanta força que chegou até a atingir o tórax,
espalhando mais sangue e pedaços de cérebro ao redor. Satisfeito, o novo
assassino consumou sua vingança, eliminando dolorosamente sua esposa e amante
ao mesmo tempo.
--Roberta H.
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