Conto: Assassina
Autor(a:): Roberta H.
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Assassina
Acordo e abro meus olhos. Tem um homem com uma capa preta
em minha frente. Não consigo ver seu rosto, mas deduzo que é um homem pelo
corpo. Ele também tem uma foice na mão
esquerda. A primeira coisa que vem em minha cabeça é de que ele é a Morte, a segunda
coisa é: A morte é canhota? Bom, eu não acho que seja a morte, mas se não é, o
que essa pessoa está fazendo em meu quarto?
--Bom dia, Luiza.
--Quem é você? – Pergunto
com uma voz sonolenta.
--Eu sou a morte. Mas não se preocupe, não vim lhe buscar,
vim buscar suas vítimas. Mas aí eu vi você, linda, dormindo como um anjo.
Estava apenas lhe observando dormir, desculpe-me se lhe assustei.
--Eu deveria ter medo de você, mas você não parece ser uma
má pessoa. Você disse algo sobre “minhas vítimas”. Que vitimas?
--Você matou muitas pessoas
ontem, não foi? Não se lembra?
--Não! Eu não matei
ninguém! Você está louco?!
--Olhe pela sua casa, você
matou todos eles. É uma assassina!
Vou ao banheiro. Sangue para todos os lados. Alguém está
deitado no chão, dilacerado. Quase vomito. Na banheira também há sangue, e
também há alguém lá. Acabar de acordar e ver uma cena dessas não é pra qualquer
um.
Vou até a cozinha. Mais sangue, mais pessoas. Agora há um
homem com as pernas arrancadas e jogadas em cima da cabeça de uma criança. Sim,
a cabeça, o corpo dela está sobre a mesa ao lado de uma xícara cheia de sangue. Ao lado dá xícara há um papel escrito:
"Lembrete: Tomar no chá das 17:00"
--O que aconteceu aqui?! Eu não matei ninguém!
Volto ao meu quarto. A Morte não está mais aqui. Vou até
a sala, e como eu esperava, há mais pessoas e mais sangue. Que merda aconteceu
aqui? Eu sei que não sou uma assassina! Vejo minha câmera no canto do sofá ao
lado de um coração que foi arrancado de um bebê. Eu pego ela, talvez tenha algo
que possa responder minhas perguntas. Na câmera há fotos minhas de algum tempo
atrás, da cena do crime... Um vídeo!
Aperto o play: Eu estou filmando o espelho, saio de meu
quarto e vou ao porão. Há muitas pessoas lá, todas vivas. Deixo a câmera em uma
mesa e começo a matar as pessoas, de modos diferentes. Corto a cabeça de um,
arranco as pernas de outro e deixo-o sangrando até morrer, faço um corte no
peito de um bebê e arranco-lhe seu coração... Todos são assassinados por mim.
Arrasto-lhes até a escada e subo com os corpos, um de cada vez. Fico um tempo
lá em cima e volto pegar o outro. Deixo apenas um lá em baixo. Faço um corte em
seu abdômen, tiro seu órgãos e espalho-os pelo porão. Pego a câmera novamente e
filmo o porão ensanguentado, com órgãos espalhados por ele e um corpo jogado ao
canto, encostado na parede. O vídeo acaba.
Isso não pode ser verdade. Eu não me lembro de ter matado ninguém! Ouço
sirenes. Droga! É a polícia! Não sei o que fazer. É melhor eu me render e
passar o resto de minha vida em um cela. É o que eu mereço, eu matei muitas
pessoas, não sei como fui capaz de fazer isso, mas eu fiz.
A polícia não me leva para a cadeia e sim para uma
casinha no meio do nada. O que eles vão fazer comigo? Obrigam-me a entrar, me
amarram em uma mesa e começam a me torturar. Cortam minha orelha direita,
queimam um lado de meu rosto, fazem cortes em meus braços... Eu nunca senti
tanta dor em minha vida. Eles não param, arrancam meu olho esquerdo e continuam
me torturando. Parece que quanto mais eu grito, mais eles querem me fazer
sofrer. Seus olhos brilham e eles sorriem insanamente.
Acordo e abro meus olhos. Tem um homem com uma capa preta
em minha frente. Não consigo ver seu rosto, mas deduzo que é um homem pelo
corpo. Ele também tem uma foice na mão
esquerda. A primeira coisa que vem em minha cabeça é de que ele é a Morte, a
segunda coisa é: A morte é canhota? Bom, eu não acho que seja a morte, mas se
não é, o que essa pessoa está fazendo em meu quarto?
--Bom dia, Luiza. É uma
pena que o pesadelo não termine quando você acorda. Não acha melhor esconder os
corpos?
--Roberta H.




Alice... Cada vez melhor Heim!
ResponderExcluirObrigada *-*
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